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A união entre cultura e tecnologia na Filarmônica de Paris

A União Entre Cultura E Tecnologia Na Filarmônica De Paris

Qual ideia vem à sua mente quando pensa em 2020? Quase certeza que você respondeu “pandemia”! Sabemos que esse período está sendo muito complicado para diversos setores da sociedade. Dessa forma, não há dúvidas da necessidade de se reinventar. Falaremos hoje sobre a união entre cultura e tecnologia na Filarmônica de Paris.

O “novo normal”

Durante a abertura do “Diálogos da MEI”, último encontro virtual de 2020 da Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI), o presidente da CNI (Confederação Nacional da Indústria), Robson de Andrade, afirmou que a pandemia confirmou a importância da inovação, da ciência, da tecnologia e da indústria para a sobrevivência das pessoas, dos negócios e dos governos.

Na reunião, foi apresentado o estudo “Indústria 4.0: Modo Covid-19 – uma análise das tendências, tecnologias, startups e atividades da indústria pesada que definem a indústria 4.0 aplicada à Covid-19”. O objetivo é mostrar como as tecnologias desenvolvidas pela indústria 4.0 (saiba mais aqui) são grandes aliadas para a superação dos desafios impostos pela pandemia em setores como saúde, segurança dos trabalhadores, otimização das linhas de produção etc.

O segundo estudo apresentado no Diálogos da MEI mostrou ainda que o Brasil ocupa a 4ª posição em inovação entre os cinco países do BRICS (Brasil, China, Índia, África do Sul e Rússia). Além disso, vimos que é preciso investir bastante em infraestrutura, uma vez que estamos em último lugar nesse quesito.

Superando desafios

Para você entender a importância disso com um exemplo prático, separamos uma iniciativa super interessante que envolve criatividade, saúde e tecnologia. A Dassault Systèmes, líder mundial na criação de softwares de desenho em 3D, apostou na união entre cultura e tecnologia. O resultado é um modelo 3D da maior sala de concertos da Filarmônica de Paris. A meta é avaliar as medidas de segurança a serem tomadas pelo grupo após o bloqueio provocado pela quarentena.

A Grande salle Pierre Boulez apresenta uma configuração envolvente que permite a imersão do público na música. Além disso, possui um sistema de ventilação único em cada assento, que introduz ar fresco silenciosamente e regula sua direção e velocidade. Já o modelo em 3D conta com a capacidade total da sala de concertos, tornando possível visualizar o fluxo de ar e avaliar os impactos da utilização da máscara para evitar a propagação de partículas do vírus.

Resultado

Como resultado, as simulações revelaram um risco baixo de propagação de partículas do vírus quando os membros do público utilizam máscaras ajustadas. Ou seja, especialmente quando ajustadas, as máscaras desempenham um papel fundamental na redução da quantidade e velocidade de partículas emitidas, tornando-as uma primeira barreira importante.

Além disso, o teste também revelou que a sala de concertos, com seu sistema de ventilação, se comporta mais como uma situação ao ar livre. Portanto, há um risco muito limitado de propagação de um lado ao outro. Segundo Laurent Bayle, Diretor Geral da Filarmônica de Paris, graças à tecnologia, será possível reabrir a sala de concertos nas melhores condições possíveis, com distanciamento social, garantindo a segurança do público, artistas e equipe.

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De acordo com Florence Verzelen, Vice-Presidente Executivo, Indústria, Marketing e Sustentabilidade da Dassault Systèmes, “não há ensaios na vida”. Por isso, enquanto o mundo real ainda luta para superar os bloqueios da pandemia, o mundo virtual chega com a experimentação para revelar essas incógnitas.

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Redação: Thábata Bauer 

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