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Tendências de cool hunting pós-pandemia

Tendências De Cool Hunting Pós-pandemia

Quais as tendências de cool hunting pós-pandemia? Bom, se você não sabe o que é isso, a gente te explica. Considerada uma das principais profissões do novo milênio, o cool hunter está sempre atento ao que acontece no mundo. Esse profissional é responsável por perceber os sinais de mudanças prestes a acontecer na sociedade, com o intuito de fornecer pistas às empresas para que possam inovar e se manter relevantes no mercado.

Essas mudanças podem estar inseridas em muuuitas áreas, como, por exemplo, moda, design e decoração. Afinal, esses setores não deixam de refletir nossa forma de pensar e agir no cotidiano.

Com base nas informações fornecidas por Marcia Holland, Mestre e Doutora em Arquitetura e Urbanismo e professora no Centro Universitário do IMT (Instituto Mauá de Tecnologia), separamos algumas tendências para você entender melhor como funciona esse rolê de cool hunting.

Tendências pós-pandemia

O ano de 2020 foi marcado pela pandemia da Covid-19, trazendo inúmeras mudanças no mundo todo. Um prato cheio para os cool hunters e para a economia criativa no geral. Algumas dessas tendências repercutiram diretamente na arquitetura, design de interiores e mobiliário. Afinal, não há como negar que, com a quarentena, adquirimos uma nova visão dos espaços, muitas vezes divididos entre lazer e trabalho.

Na prática

Além do home office, que exigiu algumas adaptações, muitos profissionais também transformaram o ambiente em espaços de relaxamento. Uma das principais formas encontradas para fazer isso foi a maior presença de áreas verdes, como jardins, hortas, vasos e floreiras. É rei/rainha dos orgânicos que fala?

Justamente por conta do trabalho remoto, foi possível o aumento de produtividade. Agora, grande parte do tempo antes destinado aos deslocamentos e congestionamentos nas grandes metrópoles (Alô, alô, Radial. Alô, alô, Marginal Tietê!) tornou-se mais produtivo.

Além disso, começamos a usar e abusar dos serviços por aplicativo, diminuindo o tempo gasto em lojas e em filas, por exemplo. Intensificaram-se as compras pela internet e descobrimos o enorme potencial dos programas de videoconferência que se mostraram tão bons quanto o presencial.

No design, nota-se uma procura crescente por móveis compactos e flexíveis. O melhor é que, durante o dia, eles possam contribuir para um home office confortável; já durante a noite, se transformem em utensílios de lazer ou simplesmente possam ser ocultados do cenário.

O que esperar do home office?

Estudos mostram que o trabalho remoto pode melhorar significativamente a qualidade de vida, além de ser uma escolha mais sustentável atrelada às macrotendências do século XXI. O lado bom da crise foi provar às empresas que é possível inovar e obter alta produtividade mesmo a distância. Muitos locais se encolheram e adotaram a prestação híbrida de serviços presenciais e remotos.

Como já dissemos antes, home office de qualidade, com alta produtividade, só com móveis beeem confortáveis! Afinal, ninguém merece terminar o dia com dor nas costas, né? Além disso, a cultura digital veio com tudo quanto à questão de armazenamento de documentos em nuvem, publicações e certificações digitais, que contribuem com o meio-ambiente e, de quebra, facilitam o acesso pela equipe (ninguém merece aquela papelada em que não se acha nada direito!).

Falando em sustentabilidade…

Não dá pra negar que sustentabilidade tem tudo a ver com hábitos de consumo. A quarentena trouxe mudanças em nossa percepção em relação ao que compramos e até que ponto esses produtos geram valor. Essa tendência é chamada de “A Nova Tendência da Sustentabilidade“, que envolve diretamente o conceito dos 5R’s (Repensar, Recusar, Reduzir, Reutilizar e Reciclar).

Quanto a isso, fica o questionamento: será que, após o período louco que estamos vivendo, com todos os olhares voltados aos processos de produção e fabricação, as pessoas ainda terão coragem de consumir algo produzido de forma irresponsável com o meio-ambiente? Bom, garantimos que isso não vai ter vez!

A pandemia foi, acima de tudo, um período de descobertas, boas e ruins. Olhando pelo lado bom, conseguimos perceber que podemos viver bem com muito menos. Novas ferramentas e dispositivos foram criados para facilitar nossa rotina e, assim, passamos a avaliar o propósito de habitar, viver e trabalhar, hábitos que demandam um design funcional, estético e adaptativo.

Cuidando da saúde

É importante não se esquecer, nem por um minuto, que a principal tendência será sempre cuidar da saúde! O hall de entrada, por exemplo, normalmente uma recepção decorada com espelhos, arte, tapetes e acessórios, sofre um processo de higienização doméstica. Além da decoração, surgem móveis simples que acolhem calçados, máscaras, vestuário, álcool em gel, toalhas descartáveis e outros utensílios que garantem a segurança dentro de casa.

Os novos materiais de revestimento e superfície também ganham maior resistência à propagação de germes, vírus e bactérias, por meio de estruturas de nanotecnologia e até mesmo algumas propriedades autolimpantes.

Tecnologia facilitadora

No design de cozinhas, lavanderias, lavabos e banheiros, podemos esperar dispositivos de automatização de equipamentos incorporados por meio de sensores, evitando o contato físico dos usuários. Essa tecnologia promete estar presente tanto nas residências, quanto em prédios comerciais.

Também são tendência acionamento de torneiras e dispositivos funcionais ancorados em superfícies (bancadas, paredes, piso e teto). Além disso, o design assistivo promete se popularizar cada vez mais, auxiliando pessoas idosas que vivem sozinhas a solicitar ajuda, por exemplo.

Não há como conter o avanço da tecnologia, uma tendência mundial. A quarentena só serviu para nos mostrar maneiras mais interessantes de utilizá-la para nosso bem estar e produtividade. O futuro é agora!

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Redação: Thábata Bauer

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