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Economia Criativa na Pandemia

Economia Criativa Na Pandemia

Além de nos ajudar a passar a quarentena de um jeito menos sofriiiido, com série, livros, filme, música, etc, a Economia Criativa tem tido um papel muito importante tanto no controle do aumento da pandemia quanto na criação de novas possibilidades para o entretenimento.

Selecionei três ações ligadas à Economia Criativa que comprovam a importância do desenvolvimento dessa área para a manutenção da saúde física, emocional e financeira da população (vou bater sempre nessa tecla. Saúde é uma área sistêmica e o investimento deve ser contínuo, não apenas quando surgem epidemias).

Para saber mais sobre os profissionais da Economia Criativa, não perca a nova temporada da websérie “Profissões da Economia Criativa”, disponível em nosso canal do Youtube: clique aqui para conhecer essa galera incrível!

Inovação no entretenimento

Inovação não é pensar em algo super hiper mega novo, que nunca, jamais, na história deste país, planeta, universo, foi feito. Inovação geralmente é fazer algo simples que o público vê e pensa: “Como nunca pensei nisso antes?“. No mês passado, o Leo escreveu o texto “A Pandemia no cinema mundial“, em que ele apresentou situações e reflexões sobre as mudanças na área cinematográfica. Tem sido realizadas várias lives e podcasts que abordam esse tema, desde a produção até a distribuição.

Drive-inUma ação inovadora que acredito que entrará em ascensão em breve é o ressurgimento do cine Drive-In. Pra minha geração, o Drive-In só existiu na imaginação fértil dos adolescentes, em filmes antigos ou, no máximo, naquela sala do Caixa Belas Artes, em São Paulo. Existe cine Drive-In até hoje, mas são projetos específicos, e há muito tempo deixaram de ser mainstream.

No Rio de Janeiro, já está programada uma ação inspirada no Drive-In. Durante um mês, o estacionamento da Jeunesse Arena, na Barra da Tijuca, vai exibir filmes, apresentações de DJs, bandas e até música infantil. O público só pode entrar de carro e o ingresso é cobrado por veículo (R$100,00). Achei bem interessante essa iniciativa da ressurreição do Drive-In. Ele pode retornar como uma nova experiência, em família, entre amigos, uma opção de lazer que pode se manter no mundo pós-pandemia.

Se, por um lado, o valor é compatível com as entradas de cinema, teatro e shows, por outro lado, o público deve ter carro, o que torna o evento excludente. Fica aí o desafio de pensar em ações de Economia Criativa que promovam a democratização da cultura, em um mundo pandêmico (e pós-pandêmico, também).

  • Por que é Economia Criativa

O ressurgimento do Drive-In é uma ação inovadora para o entretenimento. Vai movimentar a economia (não só da cultura, mas também alimentação, combustíveis, setor hoteleiro), gerar renda para os trabalhadores do entretenimento, promoverá artistas e produtos culturais e incentivará novos formatos para o setor.

Curte cinema? Veja aqui a entrevista que fizemos com Barbara Demerov, crítica de cinema.

  • Mais informações

LoveCine Drivein
Local: Estacionamento da Jeunesse Arena – Barra da Tijuca
Data: De 28 de Maio a 28 de Junho de 2020, três sessões sextas e sábados e duas sessões quintas e domingos
Ingressos: R$100,00 por veículo
Pré-venda: http://www.lovecine.com.br

Confecção de máscaras

Máscara is the new black. A gente achava estranho quando passavam aquelas reportagens da China e a galera toda de máscara, né? Pois é, o mundo dá voltas e, ao que tudo indica, máscaras serão acessórios obrigatórios, pelo menos até encontrarem e distribuírem uma vacina para o COVID-19.

Fábio Namatame com máscara de proteçãoOs figurinistas estão sempre ligados nas tendências. Seguindo esse comportamento, o premiado figurinista Fábio Namatame mantém suas atividades em seu ateliê, mas com uma pequena modificação: em vez de figurinos, ele tem produzido máscaras para doação. O artista desenhou um modelo exclusivo, confeccionando-o em algodão para serem doados a asilos, postos de saúde do SUS, UBSs e instituições.

Já foram distribuídas mais de quatro mil máscaras. Além dele, oito costureiras trabalham no projeto, cada uma em sua casa, e as entregas são feitas por motoboys. “Ah, mas quem paga pelos tecidos e pela confecção?“, você deve estar se perguntando. Tudo é feito por meio da economia colaborativa.  A equipe conta com o apoio dos amigos em forma de doações em dinheiro. A ação já teve apoio da jornalista e apresentadora Marília Gabriela e do diretor Jorge Takla, entre outros profissionais da cultura que ajudam a divulgar o trabalho. A atriz Andrea Bassit colabora na distribuição com seus contatos na área da saúde. A diretora Maria Thais é responsável pelas máscaras chegarem aos índios. Paraisópolis, Parelheiros e Pirituba estão entre os bairros onde as máscaras já chegaram.

A expectativa, agora, é firmar uma parceria com o Theatro Municipal de São Paulo, que já manifestou interesse em costurar e distribuir. “Quanto mais houver produção e distribuição gratuita, melhor”, afirma Fábio Namatame, considerando que, no futuro, as pessoas adotarão as máscaras como uso cotidiano e até para frequentarem os espaços culturais.

  • Por que é Economia Criativa

A moda é um dos segmentos que mais tem destaque na Economia Criativa. O figurinista é um profissional da Economia Criativa que atua em diversos segmentos, como as Artes Cênicas e o Audiovisual. As costureiras são profissionais importantíssimas da cadeia da Economia Criativa. Além de ser uma das ações de economia criativa, essa ação do Fabio Namatame também pode ser considerada Economia Colaborativa, pelo modelo de negócio.

Curte figurino? Assista aqui à entrevista que fizemos com a atriz e figurinista Carol Badra.

Distribuição de Máscaras

Quando falamos em ações de Economia Criativa, muita gente pensa só na produção, mas a distribuição, em todos os segmentos, é um estágio importantíssimo para que essa área exista.

Mapa das MáscarasPensando nisso, a Dobra desenvolveu o Mapa das Máscaras, um banco de dados onde é possível encontrar costureiras que estão vendendo máscaras perto de vocês. O projeto foi criado para dar visibilidade para costureiras(os) que estão produzindo máscaras em casa, com o objetivo de ajudar a fomentar a economia local e gerar renda pra pessoas que precisam. Então se você costura e vende, pode se cadastrar lá e divulgar seu trabalho!

Além de tudo isso, há informações sobre outros projetos, como a Fashion Masks (que também assina o Mapa das Máscaras), e o #FaçaVocêMesmo, que fornece todo o material necessário (tecido, elástico e embalagem) a preço de custo pra que profissionais do setor possam se manter em atividade e gerar renda para suas famílias.

Pra quem não sabe, a Dobra vende produtos lindos, feitos de papel. Seu carro-chefe são as carteiras de papel. Conheça aqui. E tem mais: nessa época de quarentena, eles têm disponibilizado cursos incríveis de criatividade, tudo gratuito: Clique aqui para assistir.

  • Por que é Economia Criativa

Por meio da tecnologia, o Mapa das Máscaras tem a Economia Criativa em seu DNA, concentrando dados de profissionais da economia criativa, conectando-os ao público interessado. Ele movimenta a economia e gera renda para profissionais da ponta da cadeia produtiva.

Curtiu tudo isso sobre Economia Criativa? Então cadastre-se no site profissoeseconomiacriativa.com.br para ser um dos primeiros a receber o e-book gratuito sobre Profissões da Economia Criativa!

Foto do drive-in, do banner: Thomas Hawk on Visualhunt / CC BY-NC

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