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Quando a Economia Criativa Gera Transformação

Quando A Economia Criativa Gera Transformação

No mês de novembro, a Thais e eu resolvemos colocar, como tema especial no canal, a Economia Criativa. Publicamos vídeos sobre o blog, sobre produção de podcasts, já que acabamos de lançar As Minas Gerais, o primeiro da casa; fizemos dois vídeos sobre nosso livro, um no MZ e um CNPY, além de um vídeo sobre webséries e um sobre projetos.

Resolvemos usar nossas experiências para contar um pouco sobre Economia Criativa. Eu sempre respondo, ao ser questionado, que EC é um termo que pode ser tanta coisa que, se não tomar cuidado, passa a não significar nada. Sabe aquele tipo de pergunta difícil: o que é arte? O que é museu? O que é cultura? São tantas coisas que não há uma definição exata.

Explicamos neste vídeo o conceito de Economia Criativa. Mais legal do explicar um conceito é aplicá-lo. Coincidentemente, agora em novembro tivemos o evento de encerramento do ANO I do nosso projeto Primeiros Acordes – Escola de Música de Rio Grande da Serra. Temos um enorme carinho por nossos projetos e esse tem algumas particularidades que o tornam mais especial ainda.

O projeto começou em outubro de 2018 e o objetivo era a formação de uma escola de música para 60 alunos, que teriam aulas gratuitas de sopro e percussão durante 12 meses. Pegamos um esqueleto do projeto e tivemos a missão de transformá-lo, de fato, em uma escola, com metodologia e instrumentos de ponta. Lembro da alegria do Victor Fão, amigo meu e da Thais, quando eu liguei para ele e o convidei para ser curador e um dos professores. Em uma semana, a equipe de professores estava montada e, passados mais alguns dias, o projeto já estava funcionando.
Marco Stoppa, Victor Fão, Rodrigo Olivério, Rafael Cab, Kiko e Bio Bonato fizeram acompanhamento individual dos alunos, que não precisavam de conhecimento musical para entrar no projeto, montaram as turmas, analisaram a metodologia que veio de uma proposta anterior e construíram uma nova, específica para os alunos do Primeiros Acordes.

À nossa equipe foi disponibilizada uma antiga escola de educação básica no centro de Rio Grande da Serra, cidade onde ocorre o projeto. No mesmo espaço há o projeto GURI, de música, e o EJA – Educação de Jovens e Adultos. O espaço, até então inativo, tomou vida por meio destas iniciativas.

Acontece que, em 6 meses, os alunos mais assíduos tocaram uma música do Tim Maia no Festival de Inverno da Aprisco, entidade parceira do projeto. Perceba: em apenas 6 meses, algumas pessoas que nunca tinham segurado um saxofone, flauta, clarinete ou outro instrumento conseguiram executar uma música difícil de se tocar. Muito mais importante do que essa vitória artística foram os relatos de mudança na vida delas, que é o que realmente importa. Foram tantas histórias contadas pelos professores e pelo Eduardo Lopes, coordenador local, que resolvemos dar visibilidade a algumas delas.

Criamos uma websérie do projeto e lá contamos, de maneira bem-humorada, a história do Carlos, da inspiradora Maria Clara; a transformação dos professores e outros ganhos importantes que o projeto trouxe para Rio Grande da Serra.

Foram 12 meses de empenho para conseguirmos fechar um ciclo, que findou dia 27/11, em um emocionante evento no Teatro Municipal de Rio Grande da Serra. Professores e alunos tocaram 5 músicas que são trilhas de clássicos do cinema mundial: “Love Theme from The Godfather”, trilha da trilogia “O Poderoso Chefão”, de Francis Ford Coppola. Na sequência, foram apresentadas 4 músicas com os alunos do projeto: “Over the Rainbow”, que faz parte da trilha do clássico dos anos 1930, “O Mágico de Oz”; “Tara’s Theme”, de “E o Vento Levou”; “Cinema Paradiso”, do filme homônimo, encerrando com uma montagem especial do tema de James Bond, organizada por Marco Stoppa. Grande parte do público foi às lágrimas com tanta beleza e dedição!

O evento de encerramento mostrou também o resultado obtidos no projeto, mas nada superou a emoção de conferir os alunos que conseguiram acompanhar os experientes professores nas apresentações propostas.

O Primeiros Acordes consolidou-se com um projeto importante para Rio Grande da Serra, transformou junto com o EJA e Guri um espaço inativo em um lugar vibrante e está realizando o sonho de algumas pessoas que querem aprender música e de outras que querem ensinar. Eu e a Thais temos bastante orgulho de participar de um projeto afinado como este.

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