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O voo dos anjos

O Voo Dos Anjos

Ela olhava pra eles como se assistisse a uma peça de teatro. Eles falavam de teorias, vida, amor, relacionamento. Ela não sentia vontade de falar. Olhava, admirava, interagia com o sorriso e com o olhar. Poderia ficar horas nesse encontro além da realidade.

Eles sempre ocuparam um lugar especial no coração dela, mesmo antes de se conhecerem. Mesmo antes de um saber que o outro existia. Mas sabiam. Na verdade, sempre souberam.

Ela era um anjo e esse era seu primeiro voo. Eles, também anjos, ajudaram, a levaram para um lugar cada vez mais alto, mais alto, mais alto. Voava, subia, via a cidade lá do alto. Via nuvens. Uma sensação que nunca havia sentido.

Seria um sonho? Ligou o rádio. Prestou atenção na letra da música que tocava:

“Te dei uma moeda de pedra
Te dei um nome e os nomes estão perdidos
Te dei a pena da asa de um anjo
E os meus sonhos preferidos” – Paulinho Moska

Ok. Mera coincidência.

Em seguida, começa outra música. Antes do vocalista começar a cantar, ela reconhece a composição e fica em dúvida quanto às coincidências:

“Ainda que eu falasse
A língua dos homens
E falasse a língua dos anjos
Sem amor, eu nada seria…” – Legião Urbana

Acessou a internet para ver seus e-mails. O primeiro era de alguém que nunca tinha visto o nome. Falava para clicar em um link para abrir a mensagem. Vírus, na certa. Mas o assunto da mensagem,  lhe chamou a atenção:

“Não sou nenhum anjo. Sou filho da vida”

Não teve coragem de deletá-lo.

 

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